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Blog do Cefas

17/09/2014
Mercado na expectativa

Roubo o slogan do palhaço Tiririca, que se elegeu deputado federal em São Paulo com este jargão: “Pior do que tá, não tem jeito de ficar”.

 

É o estágio atual da cadeia produtiva da comunicação mineira. Nenhuma conta federal de porte (a exceção fica com a Popcorn, que conquistou recentemente a conta da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), vinculada ao Ministério da Saúde e responsável pelo setor de planos de saúde no Brasil).

 

Nenhuma conta de banco, sendo que nossas agências já atenderam ao Banco do Brasil, Caixa Econômica Federal, MinasCaixa, Progresso  e muitos outros.

 

Empresas mineiras de grande porte indo para outros centros, como a Centauro Esportes, Itambé, e, mais recentemente, a Ricardo Eletro, que trocou a Pro Brasil pela baiana Propeg.

 

Os principais clientes das agências de Minas estão hoje no setor público: governo do Estado, Cemig, Prefeitura, Câmara Municipal e algumas administrações municipais do interior.

 

Volto ao título do blog de hoje: mercado na expectativa. Será que quem vencer as eleições para o Palácio do Planalto – Dilma, Marina ou Aécio; este com menos chances, segundo as pesquisas – mudará o comportamento que o governo federal vem adotando nos últimos dez anos para com a comunicação mineira? O futuro governador – e quando escrevo esta coluna Pimentel estava com 20 pontos à frente de Pimenta da Veiga, de acordo com Ibope) - vai promover mudanças na política de divulgação das ações da administração estadual? As verbas diminuíram sensivelmente, e uma prova disso foi a última licitação da Cemig, quando caiu para metade os recursos destinados a quem vencer a concorrência (o resultado ainda não foi divulgado).

 

Agências, veículos, fornecedores (a indústria gráfica também é uma das grandes sacrificadas nas últimas décadas) e demais elos da indústria da comunicação em compasso de espera. Aguardando.

 

Que, na área federal, o próximo presidente (ou presidenta?) seja mais sensível e justo para com a criatividade das agências de Minas Gerais, não criando obstáculos para que elas disputem e conquistem contas de relevância.

 

E, na esfera estadual, que nichos importantes da economia mineiraagronegócios, turismo, gastronomia, e nosso “vale do silício”, por exemplo - tenham sua potencialidade gerando campanhas publicitárias, ganhando visibilidade nacional e internacional.

 

Haverá segundo turno? Praticamente certo, tanto para presidente como para governador de Minas. Ótimo. Tempo para que nossas entidades de classe, e dentre elas a Indústria Mineira de Comunicação, presidida pelo Helinho Faria, assediem, visitem os candidatos e obtenham de todos eles a promessa de que, se eleitos, vão olhar com olhos diferentes o mercado mineiro.

 

Vamos aguardar. E torcer.

 

*O Grupo Minas Marca não se responsabiliza pelos conceitos, ideias e opiniões emitidos nos blogs assinados.

 

 

 

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