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Comunicação Empresarial

05/07/2016
seunome@suaempresa.com.br

Conversando com uma colega de trabalho, surgiu a questão interessante: como deveriam ser os e-mails corporativos? Ela dizia que preferia seu nome simples, mais o nome da empresa depois do símbolo do arroba. Isso porque, em sua opinião, agregar ao nome o cargo, a área ou qualquer outra denominação, limitaria o poder de comunicação do próprio e-mail. E ela explicou.

 

“Se eu escrevo, por exemplo, meunome.financas@nomedaempresa.com.br este e-mail chamaria apenas a atenção das pessoas da área ou que tenham negócios com a área financeira. Ao contrário, se meu e-mail for meunome@nomedaempresa.com.br eu pertenço à empresa como um todo, não apenas à minha área. Assim, posso ser uma porta de entrada e de informação para qualquer interessado em saber da empresa. Isso me obrigaria a saber mais sobre a companhia, no mínimo quem são as pessoas e suas responsabilidades, e isso já é um avanço em termos de comunicação interna”.

 

Ela tem um ponto, sem dúvida. E o comentário acendeu não apenas a pergunta que abriu este comentário, mas ainda uma outra constatação: a maneira como montamos os e-mails da empresa revelam bastante sobre a corporação a qual pertencemos. Querem ver?

 

Existem empresas mais tranquilas, para quem o simples prenome ou até uma simplificação ou apelido servem: tata@empresax.com.br. Outras são mais formais e exigem nome e sobrenome antes do arroba (ou então são empresas grandes, com muita gente, de forma que o nome e sobrenome são o único antídoto para evitar uma grande confusão que Fernandos e Sonias causariam à essa corporação).

 

De qualquer forma, usar o nome das pessoas é sempre vantajoso. Não podemos esquecer que ao nos comunicarmos precisamos criar empatia, seja no face a face, seja na forma de um simples endereço para correio eletrônico. Caso contrário, a coisa fica fria como um sorvete.

 

Há, por exemplo, aquelas empresas que constroem e-mails despersonalizados. Tipo: área de trabalho seguida de um numeral, do arroba e do nome da empresa ponto com ponto br. Mais ou menos assim: logistica05@empresatal.com.br. Pode ser muito prático do ponto de vista do pessoal da TI, ou do RH. Mas como comunicação é terrível. Vai parecer uma empresa sem nomes e sem faces. E diz muito acerca do espírito da empresa e da forma como ela vê seus funcionários, algo como “passageiros” e “não identificados”.

 

Em alguns casos esta despersonalização é usada como uma defesa útil (por exemplo, presidente@empresatal.com.br), já que pode ser utilizada para preservar o executivo de e-mail diretos, indesejáveis e outras abordagens, mas se o recurso for usado para a turma toda parece frio demais e isola a empresa do mundo externo. Sem falar na dificuldade de lembrar qual é o e-mail de quem.

 

Agora pense o seguinte: se o presidente tiver um e-mail direto que possa receber comunicação direta de clientes... Ele teria um contato direto com o cliente, e poderia medir o pulso do mercado, a imagem de sua empresa e outras coisas sem intermediários ou filtros.

 

Como é o e-mail de sua empresa? Quente, frio, indiferente?

 

* O Grupo Minas Marca não se responsabiliza pelos conceitos, ideias e opiniões emitidos nos blogs assinados.

 

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