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23/11/2016
O poder do som

silvioviegasEntre 16 e 22 de novembro foi comemorada a Semana da Música, em homenagem à uma das mais antigas e belas formas de arte e comunicação do ser humano.

 

Em qualquer parte do mundo, seja por meio da percussão, voz, cordas ou sopros, os instrumentos se tornaram parte de rituais de celebração da humanidade.

 

Nascido em Belo Horizonte, o maestro Silvio Viegas conhece desde criança os poderes dessa arte. “Apesar de não serem músicos, meus pais sempre gostaram muito de música clássica e ópera, então é algo que sempre esteve presente na minha casa. Aos cinco anos, eu já fazia aulas de piano”, conta o atual regente da Orquestra Sinfônica de Minas Gerais (OSMG), uma das mais importantes do país, e Professor de Regência na Escola de Música da Universidade Federal de Minas Gerais.

 

Trajetória e carreira

 

Após um início precoce nas aulas de piano aos cinco anos, Silvio trocou as teclas do piano pelo esporte. “A minha vizinha e professora mudou-se quando eu tinha sete anos, levando com ela o piano. Por incentivo da minha mãe, fiz um pouco de tudo, pintura, basquete, futebol e até judô”. Mas a paixão voltaria em breve e, aos 15 anos, apaixonado pelas grandes orquestras ele voltou a estudar música.

 

Ainda sem compreender a dedicação e exigência que a música demandaria, foi se aprofundando, e se entregando a música aos poucos. “Com quinze anos você não tem noção da seriedade que uma carreira vai exigir de você. Tive a sorte de ter amigos e grandes professores que foram me guiando e alimentando o meu gosto pela música”, conta.

 

Na Universidade Federal de Minas Gerais, cursou a graduação em música e, posteriormente o mestrado. Desde então, sua carreira tem sido marcada por prêmios, grandes críticas e, é claro, muitos desafios. “No Brasil, é uma carreira difícil, você não tem o reconhecimento como lá fora. Mesmo quando se ganha um prêmio nacional ou até internacional, fica muito restrito à um nicho”, explica.

 

A solução para a apatia do grande público, para o maestro, é não se recostar na zona de conforto, mas sim reconquistar a audiência. Uma das iniciativas que o músico adotou no Palácio das Artes é a “Sinfônica ao meio dia”, um ensaio aberto e gratuito, onde disponibiliza cadeiras dentro da orquestra para que o público possa ver e entender um espetáculo da perspectiva dos músicos.

 

Ele espera que esta experiência construa uma relação entre público e músicos, e que sirva também como uma forma de divulgação dos espetáculos. Para isso, permite que os participantes possam registrar com fotos ou vídeos o ensaio, e aposta no “boca a boca” das redes sociais.

 

“Não dá para subestimar a força das mídias sociais, o poder de celebração e engajamento que elas têm são enorme. Eu permito que elas filmem e publiquem o ensaio, porque a melhor propaganda que temos é o nosso público. Quem vai e assiste se emociona, e muitas vezes transmite isso melhor que um músico profissional”, comenta Sílvio.

 

Para o futuro, ele espera continuar esse caminho para reconquistar o público e também divulgar a música mineira pelo Brasil e o mundo. “Tenho regido muito na América do Sul e pelo Brasil. Eu acredito que quanto mais eu puder representar fora do estado de MG, mais vou poder divulgar a sinfônica de Minas Gerais, espero ser uma espécie de embaixador da música mineira”.

 

Lazer

Quando repousa sua batuta, Silvio se divide entre o esporte e arte. “Pratico bastante a corrida, já participei de algumas maratonas no Brasil e no exterior. E também não dispenso apreciaruma boa comida ou um espetáculo de dança, teatro e cinema. Nada muito exótico, gosto de passatempos clássicos”.

 

Mas, mesmo nestes momentos, a música continua fazendo parte da sua vida. “Na hora de correr, sempre estou com meus fones ouvindo música.”

 

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