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Entrevista

30/11/2016
Neuromarketing: O futuro da inteligência de Mercado

edinhoNão é preciso grandes análises para mostrar que o mercado mudou. E no mesmo embalo, mais do que nunca o marketing vem assumindo uma importância na vida dos consumidores, que por sua vez estão mais exigentes e bem informados. É aqui que entra uma nova abordagem de pesquisa de marketing que faz uso da avançada tecnologia investigativa da neurociência: o Neuromarketing.

 

Por meio de ferramentas neurocientíficas é possível compreender as motivações implícitas do comportamento do consumidor, como o cérebro reage aos estímulos da comunicação que recebe. Através de indicadores neuro-psico-fisiológicos, como a atividade elétrica e metabólica do cérebro, a ativação de músculos faciais, os batimentos cardíacos, a sudorese da pele, dentre vários outros, consegue-se detectar os reais efeitos provocados por produtos, peças publicitárias, logomarcas e etc.

 

O Neuromarketing pode ser utilizado em diversas áreas de uma organização, já que oferece um mapeamento completo do perfil e da experiência do cliente, auxiliando assim na criação de estratégias onde este “novo” consumidor poderá se envolver com a marca, produzir maior engajamento e gerar grande incremento das vendas. São vários os campos em que o Neuromarketing pode ser aplicado: Branding; Design de Produtos e Inovação; Publicidade e Eficácia Comercial; Experiências com Web; Eficácia dos Entretenimentos e Tomada de Decisão.

 

Edson Alves, Professor de pós-graduação, presidente da Academia Mineira de Marketing (AMMA) e sócio diretor da Melt Comunicação fala ao Minas Marca sobre o potencial dessa ferramenta.

 

Qual a diferença entre Neuromarketing e neurociência?

Neuromarketing é uma vertente dos estudos de marketing, baseado em ferramentas e técnicas neurocientíficas, já neurociência é a área que se ocupa em estudar o sistema nervoso, visando desvendar seu funcionamento, estrutura, desenvolvimento e eventuais alterações que sofra. Portanto, o objeto de estudo dessa ciência é complexo, sendo constituído por três elementos: o cérebro, a medula espinhal e os nervos periféricos.

 

Em quais áreas do mercado pode ser aplicado?

São diversas as aplicações, desde o RH à Gestão por competências, da comunicação ao endomarketing.

 

Quais análises devem ser feitas antes de inserir a ferramenta?

Na verdade deve-se ter um conhecimento do tema antes de inseri-lo nos processos de marketing. Não se trata de uma solução miraculosa ou garantida. Conhecer os pormenores de marketing na organização são condições sinequanon.

 

Quais técnicas de neurociência estão sendo utilizadas em Neuromarketing?

São vários os equipamentos e métricas usadas em Neuromarketing, entre eles destaco o EEG (eletroencefalograma), o FMRI (Ressonancia Magnética Funcional), leitores de resposta galvânica e Eye trackers, entre outros.

 

Ele pode auxiliar na fidelização do cliente?

Por meio do neuromarketing se entende melhor os clientes, conhecendo seus hábitos e desejos que são decisivos em suas incursões de compra. Ao compreender melhor cada cliente haverá maior acerto nas ações de marketing diversas, promovendo maior fidelização, por consequência.

 

Quais as áreas em que essa nova ferramenta de marketing está sendo utilizada?

Nas grandes companhias essa disciplina faz parte da maioria das áreas estratégicas, dando suporte ao C-level em suas decisões. Existe já o CBO (Chief Brain Officer) em companhias como a RedBull e a Apple.

 

Pode citar empresas que aplicam a técnica?

A bolsa NASDAQ, Coca Cola, LandHover, Mercedes, Apple, Oracle, são alguns exemplos de empresas que mantém um departamento inteiro focado em Neuromarketing, mas a tendência é que o mercado adote essa ferramenta.

 

 

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