selo

Oferecimento

Blogs

19/04/2017
Falar melhor: os detalhes fazem a diferença
Por: Rodrigo Melo Mendes Moreira

É impressionantecomo o público é sensívelpara se incomodarcom os detalhes (quasesemprenegativos) de quemfala! Ao observaralguém falando, todos percebem o olharfixoou perdido do comunicador, suafalta de habilidadeparagesticular, seumovimentoconstante de umladopara o outro e suamonotonia de voz e fala,que dá sonoemqualquerum.

Essas características chamam a atenção de quem ouve e desviam a concentração do público, que está aliparaprestaratenção ao assuntotratado, e não à formacomoesseconteúdo é ministrado.

Acontece que, porfalta de treinamento e de conhecimentosobre o quefazercom o corpo no momentoemque se falaempúblico, muitas pessoaserram na forma de se expressarem, e essedespreparo gera no público uma distraçãoque o faz desistir de acompanhar o raciocínio de quem está falando. E o pior: o únicoquenão se sente incomodadocom a falaruim é o orador, envolvido que está emummisto de nervosismo e concentração.

O fato é que, assimcomoparadirigirumcarro, necessitamos de treinamento paradirigirnossocorpo na frente de um público. Devemos aprender a distribuirnossocontatovisualenquanto falamos, a realizargestosque combinem comnossafala e, quandonão os fizermos, devemos aprender a apoiar uma mão na outradiante do corpo. Além disso, não devemos falar de apenasumlocal do auditório. Às vezes - veja o que escrevi: às vezes, podemos e devemos nosmovimentar de umladoparaoutro e tambémparafrente e paratrásenquanto falamos. Digo ÀS VEZES, porque observo a tendência de muitos comunicadores ficarem andando de umladoparaoutrosemparar, e isso incomoda o ouvinte. E porfim, devemos aprender a produzir uma fala vibrante, com variações de ritmo e tom - isso desperta o ouvinte e o impede de cochilarenquanto falamos.

Costumo dizerque tudo que se repete enquanto falamos incomoda o ouvinte. Sendo assim, cuidadocom as repetiçõescorporais e verbais na suacomunicação. Pense: quantas vezesnãonos sentimos incomodados com o palestrante quenão parava de rodar a aliançaenquanto falava?, oucomaqueleprofessorquenão parava de falar ‘né’, ‘tá’, ‘ok’, fazendo-nos contar quantas vezesisso se repetia? Sobre o que mesmo esseprofessor falava? Nem nos lembramos...

Normalmentequemfalanão consegue perceber o que acontece comseucorpoenquanto desenvolve suacomunicação. Porisso, fica aquiumconselho: filmesuafala e depois, sabedor dessas técnicaspara uma boa comunicação, analise suaperformance e lembre-se de que, parafalarmelhor, os detalhes fazem a diferença!   

 

  • Rodrigo Melo Mendes Moreira – Fonoaudiólogo e Professor de Oratória - www.falarmelhor.com.br 
Comentar
Deixe Sua Resposta

Comentar

* = Preenchimento obrigatório
Nome *
Email *
Mensagem *
 

Últimos Comentários

Nenhum comentário ainda.
Publicidade